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segunda-feira, 29 de março de 2010

Sinais da Queda

Vou comentar o artigo escrito por Gordon Mcdonald, que é editor da revista Leadership e foi postado no site da revista Cristianismo Hoje. O artigo mostra uma realidade difícil de ser admitida por muitos líderes, isso talvez aconteça porque acreditam que o ministério pastoral é uma vocação sobrenatural e não necessite do preparo secular, basta somente confiar e orar que tudo irá bem.


Para que o líder cristão possa obter uma visão de liderança ideal lhe é necessário despojar dessa presunção, de que o sucesso é inevitável. Não podemos subestimar os problemas, acreditar em nossos sistemas de administrar e na nossa capacidade de lidar com eles nem sempre nos garantirá o sucesso, ou seja, a autoconfiança é o primeiro fator de sinal que mostra que talvez a instituição esteja em queda.


Outro fator que aponta o sinal de que uma instituição pode estar ruindo é a ganância. A busca por sempre mais faz com que líderes se esqueçam de princípios nos quais a instituição fora fundamentada. Além disso, nem sempre a sua instituição está preparada para o crescimento desenfreado, principalmente quando o líder não está preparado. O Senhor Jesus preparou os seus discípulos por três anos e meio não para que fundassem mega instituições, mas para que viessem a fazer novos discípulos. "Ele parecia saber que discípulos bem treinados em cada cidade e povoado dariam conta de conduzir o movimento cristão de forma saudável. Talvez Jesus temesse exatamente o que está acontecendo hoje: a sistematização do movimento cristão, sua centralização e expansão tão somente para causar uma impressão."(fala do autor).


O terceiro estágio que identifica a queda de um ministério é o desprezo que seus líderes têm de informações críticas. Ao que parece, existe por parte de muitos o desejo de ouvir sempre aquilo que lhe é interessante, mas o que pode apontar sinal de fogo é desprezado. Informações do tipo: “Estão dizendo” ou “O pessoal está sentindo”, devem ser relevadas sempre quando vem de pessoas idôneas e responsáveis. “Nada me foi mais valioso do que receber, delas, informações que me ajudaram a conduzir minha congregação”.


O quarto estágio começa quando uma alternativa para uma eventual crise que se instala em nossa administração eclesiástica a solução para contorná-la seja criarmos mecanismos de marketing como campanhas com grandes pregadores, programações especiais como eventos sociais, enfim criamos um senso de consultoria baseada em um sistema não voltado para as pessoas, mas sim para a instituição. Artifícios assim não funcionam! Para que consigamos vencer nesse estágio precisamos investir em pessoas, discipulando-as, conduzindo-as a Jesus e fazendo-as adorá-Lo em espírito e em verdade.

O quinto e último estágio é o da rendição. Na verdade é nesse estágio que a instituição já não vê mais possibilidade de existir. Como quando ela deixa de ter o seu valor enquanto pronto-socorro de almas. Daí é somente se render e deixar que a inércia do insucesso faça com que as portas sejam fechadas. “Não muito tempo atrás, eu estava em frente ao templo de uma igreja no País de Gales. Na porta, estava a seguinte placa: “Vende-se”. Outra placa indicava que aquele prédio havia sido construído no período do grande avivamento britânico, no século 18. Agora, o prédio estava escondido entre a vegetação, completamente abandonado”(fala do autor).

Quando começa a morte de uma organização? Quem perdeu os sinais que indicam vida? Quem abandonou os princípios essenciais? Quem não entendeu as informações? Quem está correndo, completamente perdido no meio da multidão, sem saber pra onde ir? Essas são boas perguntas. Se ignoradas, a igreja cairá(Fala do autor).
Comentário escrito por Pb.Calebe Mark

quinta-feira, 25 de março de 2010

Características de um autêntico Líder

Liderança inovadora: segredo está na diferença entre poder e autoridade

Saber entusiasmar pessoas pela sua própria crença, não dar ordem ou determinar aspectos. Inspirar sua equipe a perseguir seus objetivos junto com ele. Ter sensibilidade, talento e percepção. Saber diferenciar poder e autoridade.

Assim o consultor José Rafael Medeiros define as características do líder contemporâneo, de perfil inovador. Para ele, a base dessa liderança é justamente o equilíbrio entre autoridade e poder, entre razão e emoção.
Razão e emoção
O especialista destaca que não há como fazer um trabalho sem um misto de racionalidade e emoção. "É preciso colocar o amor para se trabalhar bem", define.
Segundo Medeiros, estamos vivendo um momento marcado pelo sentimento, pela sensibilidade de lidar com as pessoas, pela paixão, pelo talento e pelo amor em tudo o que se faz. "O foco de atenção mudou e se volta agora ao ser humano. Esse é o grande objetivo da gestão empresarial emergente: o amor e a espiritualidade dentro das organizações", define.
Além da tecnologia
Medeiros lembra que sempre existirão pessoas que fazem muito mais do que sua obrigação, destacando-se das demais e promovendo resultados.
Não basta apenas ser um líder inteligente e poderoso. Ele deve ser sensível para conseguir inspirar e autoridade para gerenciar sua equipe. "Não adianta ser apenas uma pessoa visionária, precisa ser intuitiva para perceber e acompanhar tendências", destaca.
Para o especialista, a tecnologia deve continuar, obviamente, sendo importante, mas o talento é o grande diferencial competitivo do século XXI.
Equilíbrio de poder e autoridade
Na opinião do consultor, é preciso utilizar a razão e a sensibilidade: ter visão no futuro, acompanhando as mudanças à sua volta. O grande diferencial do líder está numa equipe motivada, inspirada e acompanhando a sua crença. É impossível motivar uma equipe apenas pela imposição, pelo poder.
O segredo, portanto, está na grande busca pelo consenso. "Assim há muito mais chance de se chegar a um resultado satisfatório. Juntar equipe com integrantes de habilidades múltiplas que façam realmente a diferença", argumenta.
O especialista destaca a diferença entre as palavras poder e autoridade e vê nessa capacidade de distinção o segredo do novo líder:

poder - é uma faculdade pela qual se exige que alguém faça a sua vontade, nem que seja contrária a dele.

autoridade - é uma habilidade pela qual se motiva as pessoas a fazerem o que é necessário, de boa vontade, por inspiração e conhecimento de sua verdadeira finalidade. O resultado, dessa forma, torna-se muito melhor.

Para isso, o consultor conclui ressaltando a importância da influência e motivação da sua equipe, levando seus integrantes a realizarem tarefas que jamais se imaginaram fazendo sozinhos, superando seus próprios limites. Esse é o grande diferencial.

José Rafael de Medeiros é consultor, Escritor e Palestrante - Diretor da JMR Inovação Empresarial e participa do CONVIRH - Congresso Virtual de Recursos Humanos, de 10 a 25 de maio (www.convirh.com.br).